Convido a desviar o olhar destas meras palavras ocas para muitos, mas que a mim entornam o pote de tão cheias. Este pote que é o tempo, e tudo o que ele carrega, faz-me partilhar sem hesitar, pois somos clones uns dos outros, ou melhor, temos algumas fracções em comum que capturam momentos que não são inédito, o que me leva a revelar-vos que ninguém é especial. Ninguém tem uma história só sua e muitos vão conferir que as relações que estabelecem com os outros começam por , maioritariamente, ter algo em comum e com o grau de proximidade de histórias de vida "Eu identifico-me com a tua história, já vivi algo assim, sei exatamente como te sentes" querido leitor, nunca disseste nada do género? Bem eu já, e desde então tenho vindo a vincular laços daquilo a que chamo amizade. A vida escreve uma história que vai, repetidamente, se estreando com personagens diferentes. Com melhores e piores interpretações, com direito ao improviso que decide os finais felizes e os tristes, mas sempre com o "full house" que cada estreia merece. O nosso público está em todo o lado e confesso que mesmo quando estou só imagino o público presente algures, sinto-me observada e nunca deixo de representar o meu papel. Não gosto de estar no "spot line" eu paraliso e é como tenho estado, paralisada, sufocada, angustiada. Aquele momento em que boa gente deposita grandes esperanças em ti, mas tu te apercebes que afinal não és assim tão bom como pensavas e duvidas de ti mesmo, aliás, nem tens a certeza se é este o caminho que queres seguir?! Sim paralisas! É fácil ceder, mas difícil começar do zero e construir novas bases... Momento reflexivo que me faz puxar um baralho de cartas e expor o meu jogo na mesa, vou ganhar ou perder?
Sem comentários:
Enviar um comentário