Existe a organização do que se tem, a organização do que não se tem e se quer ter e ainda a organização do que se sente.Toda a vida somos impingidos com a ideia de que somos uma metade e que temos de encontrar a outra metade. Mais uma teoria que nos inferioriza e, indirectamente, nos chama de incapazes, insuficientes e incompletos... Organizamos e procuramos sempre aquilo o que nos falta. Mas será que falta mesmo? Já ultrapassei esta teoria, e refuto todos os seus argumentos. Nascemos inteiros, completos, prontos para o mundo, para receber e reflectir o que o ele nos oferece. Não procuro ser completa, já o sou! Nem me dou ao trabalho de ir à procura de nada, porque tudo me encontra sem pressa, sem desculpa e as coisas apenas acontecem e vão acontecendo sempre. A procura da outra metade e a necessidade quase que absoluta de que a felicidade depende de achá-la é um placebo, vais deixar-te enganar?! Tudo requer paciência e tempo, mas não uma espera, nunca esperar. Agir, reagir, activar os sensores e usar o todo de cada um para ser e sentir-se parte do mundo. Medo? Num mundo tão grande e que nos pertence não há que ter medo, porque ninguém está sozinho. Atrever-se a viver sem esperar por nada, sem procurar algo ou alguém. Organiza a mente e o espírito direccionando-te a ti próprio. Dependes de ti, tens as tuas vontades, os teus sonhos, não precisas de nada que te complete. Organiza a tua mente, os teus desejos e concretiza-os. Não és metade, eu não sou metade, nós somos todos inteiros e completos. Explora-te e descobre a tua metade dentro de ti, ela está lá, esta é a única metade que tens de procurar, a que já existe dentro de ti. Liberta os outros da responsabilidade de te fazerem feliz, não te responsabilizes pela felicidade dos outros. Desprende-te das ideias retrógradas que já não fazem sentido. Encontra-te e sê feliz!
quarta-feira, 17 de junho de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
Porquê Et cetera
Gosto de pessoas com história, pessoas que contam histórias pessoas que, muito certamente, vão fazer história. Não é preciso muito floreado, não é preciso uma grande obra nem um grande feito para ser contado, implica apenas que narre uma vida bem vivida e o que é uma vida senão a soma de vários momentos, pessoas e escolhas que nos conduzem a muitas aventuras? E o que é uma aventura senão uma experiência? E o que é uma experiência senão uma curiosidade esclarecida? Uma história é um acontecimento, exige uma acção, um principio um meio, mas nunca um fim, porque enquanto houver vida o protagonista mantém-se e as acções não param, desde o acordar até ao adormecer e que histórias não dariam os nossos sonhos... Mas, para já, vamos nos manter acordados. Vou-vos contar uma história e prometo ser breve. Contar histórias verdadeiras faz-me reviver cada segundo do passado e resgatar alguns dos sentimentos já sentidos. Não vou começar com o tradicional "Era uma vez...", mas já comecei a contá-la antes de iniciar esta. Foi numa tarde normal como tantas outras, uma aula de apresentações de trabalhos que tudo indicava que seria uma "seca" como tantas outras. Ficar fechada numa sala ao final de uma linda tarde de sol assistindo à apresentação de trabalhos de colegas só para não ter mais um risco na folha de presenças. Foi nessa aula e com total desinteresse que subitamente fez-se um "click" num trabalho que me apresentou a facilidade de se criar um "blog" fiquei encantada, interessada e o euforismo foi tal que após a aula fiz o trabalho de casa que não tinha, e se tivesse não era meu costume o fazer, fui ao YouTube segui todos os passos e criei Et cetera. E porquê esse nome?! A vida é composta por etc ou por reticências que não contamos. Esta é a essência que escrevo. Aquilo o que à partida todos já sabem, mas que aqui deixo em foco.
To be continued...
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