quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Intimamente de mim para mim





Por mais que fujamos das ilusões elas acabam sempre por nos ultrapassar derrubar as barreiras e invadir a nossa realidade. É por esta razão que nos decepcionamos, pois existe um abismo entre a realidade e a ilusão! O sonho é uma impressão da realidade que contém pequenos fragmentos de nós e de quem nos rodeia, é uma história que pretende chegar ao palco com um elenco diferente tornando-se numa impressão da história. A ilusão não evolui, não desenvolve, não se concretiza. Por vezes é o impulso que precisamos para avançar quando receosos, mas também pode ser aquela ferida profunda que nos sangra em silêncio, é aquela intervenção cirúrgica à alma. É um estado crítico de alma que reduz o mundo em dois "eu", conversas de mim para mim, pensamentos de mim para mim, discussões de mim para mim e este isolamento todo para chegar a uma conclusão já conhecido à prióri , mas que ignoramos para seguir o sonho, para carregar a alma de emoções, recusando o "não" para caminhar em direcção de um "talvez sim".  Feliz e forte aquele que não se ilude! É um sentimento de "nada é impossível" que conduz uma sensação de poder, mas este pequeno prazer torna-se tão caro sendo capaz de destruir aquilo que verdadeiramente nos é importante, ofuscando parte da nossa luz e acabando por desfazer a nossa alma. A tristeza começa a ser uma presença constante e tudo aquilo o que mais nos agrada deixa de ter o mesmo sabor. Cuidado com as ilusões! Os contos de fadas com finais felizes apenas acontecem no ecrã, num ambiente controlado. Na vida real "what goes around cames around". A única certeza que temos é das palavras que dizemos, das coisas que fazemos e do nosso sentimento. Não nos cabe convencer ninguém! A expectativa é a mãe da desilusão, nunca esperar nada de ninguém e talvez um dia ser surpreendido.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

"Não fales com desconhecidos!"








"Não fales com desconhecidos" advertia-me minha mãe. O medo daquilo que não conhecemos cobre o mundo que nos rodeia aumentando o receio e até a recusa. Mas deveremos deixar de explorar? Não me parece! Mas afinal, o que é um desconhecido? E até que ponto conhecemos uma pessoa? Reconheço que o desconhecido fascina-me e não é de meu interesse o conhecer por completo, é como um jogo de olhos vendados, dando uso aos nossos sentidos apurados para captar os pormenores.
Um "Bom dia" inesperado, um olhar de reconforto, um bebe que nos sorri...
Sou feliz e digo! Quem se cruza na minha vida deixa-me com a sua essência. Quantos conhecidos desconhecemos e quantos desconhecidos sabemos... A verdade é que as incertezas deixam-nos sempre suspensos mantendo uma continuidade que progride como uma viagem sem destino.Deparo-me a saber tanto de quem nada me deu, de quem nada me foi. Comparar costumes, gostos, saídas, preferências, piadas, crenças, experiências, sinais carregados de sentidos. Com um desconhecido nada é ao acaso, tudo conta, tudo se regista, nada é ignorado. O send e receive de sinais reforçam os laços e diminuem a distancia de saberes, formando uma ligação inconsciente. Para quem é minimamente humano facilmente se apega e mesmo quando recebe o que não espera sente-se feliz por, pelo menos, ter recebido. Desconhecidos somos todos nós! Por vezes precisamos de desconhecidos pois as suas críticas não são fundamentadas por escassez de informação e os seus elogios são sempre bem recebidos.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Hey Mister Jornalist

Sempre subtil e divertido que torna a rotina mais suportável, sempre disposto e presente que até parece se preocupar e saber a palavra exata que se precisa naquele momento. Distraí-me dos problemas e rouba-me o tempo para com ele despender. Num "play" "stop" e "replay", sempre atualizado, sempre interessante. Oferece outros ângulos que me seduzem a segui-lo. Quem o olha não o vê, e quem o vê quer sempre mais. Atualizações após atualizações rasga sempre um sorriso em meus lábios e incrivelmente me vicio. Bem humorado, colorido, diversificado, mas ao mesmo tempo sensível apesar o esconda. Sempre numa tentativa de me desencaminhar com as suas entrelinhas, para me direcionar e me ampliar os horizontes. Cheio de informação, daquele tipo que não cansa e sinceramente me delicia. Aquele clique não foi obrigado, mas sim um acaso e este acaso valeu a pena. Como mulher sensível e sempre desperta às cantadas descobri uma faceta que me encantou, afinal também existe o outro lado, nem tudo são cantadas, nem tudo é produto de marketing, por detrás das palavras existe uma pessoa que dá uso à massa cinzenta e que tem um coração. E como se não bastasse também proporciona ritmo para completar uma "positive vibe". É exigente pois tem um público difícil, tem que cuidar a informação e também a imagem, pois nesta vida concorrida tudo conta. Não sabe o que há de dar, mas sabe frases bonitas, sabe tudo o que já foi dito e por mais que escreva e rasgue controla sua criatividade pois seu trabalho é relatar factos! Apesar de não saber diz-me tanto sem sequer falar! Meu querido jornal, minha querida revista minha querida página online! És aquele texto que eu mais gosto ler. Hey Hey Mister Jornalist


Uma sensação estranha na cabeça, parece uma bola pequenina, mas móvel, que escorre até à testa, mas afinal não foi para a testa, contornou-me a sobrancelha e escorregou para a bochecha, a bola é fresca mas não é dura, tenho as mãos atadas, tento decifrar esta coisa que me percorre. Ela torna-se menos fresca até que me cai no lábio, tento não saborear, mantenho a boca fechada, espreito mas só vejo o meu nariz, de repente a bola rola até ao meu queixo e faz me umas cocegas, tento arranhar mas não consigo, minhas mãos continuam presas e a duvida cresce. Até que cai sobre o meu joelho e desaparece... Um mundo de sensações sem exploração, sempre com amarras e cativeiros assim viveu a mulher. Penso que o melhor foram mesmo as amarras que nos fez ver por outro ângulo, acentuou nossas diferenças e tornou-nos tão preparadas para o mundo! Raramente apanhadas desprevenidas e sempre com sentidos apurados. Afinal era apenas uma gota de água...

Heroínas por um fio

Porquê senhora e não mulher? Porquê mulher e não fêmea?
Da mesma forma que há a distinção entre orvalho e chuva torrencial, precipitação e aguaceiro, tudo tem a haver com a proporção, com a intensidade, com o excesso e a escassez e o mais comum de tudo com a limitação. À mulher sempre foi incutido limitações, esquecendo-se que, como qualquer fêmea, esta tem a necessidade natural de se exprimir, caçar, atacar, defender. Estudando artistas da história que marcaram o mundo cultural conhecemos muitos nomes de Homens. Quererá isto dizer que estes são mais artísticos do que as mulheres? Enquanto criadores tinham um espaço e um tempo dedicado às suas artes, esquecendo-se de referir que as mulheres eram a sua inspiração. A inspiração dos grandes artistas eram grandes mulheres. Será que as grandes artistas, mulheres, tinham apenas uma inspiração? na do sexo oposto? nos príncipes encantados? Claro que não!!!! As mulheres desde sempre que tem uma capacidade enorme de desenvolver várias atividades ao mesmo tempo com sucesso! Enaltecer a mulher por cuidar do lar, formar os filhos, satisfazer o marido, e ainda escrever um poema ou uma ilíada? tolices, as mulheres não viajam, não se aventuram, foram educadas a estar em cativeiro e a estarem em constante perigo prontas a serem resgatadas por um valente. A mulher incapaz, a mulher indefesa, a mulher bruxa, a mulher sedutora, a mulher Anjo do lar! Enfim, isto para dizer que aquilo que o Homem faz num longo espaço de tempo, a Mulher o faz em simultâneo com outras atividades e ainda assim tem sucesso. Quererá isto dizer alguma coisa? Não menosprezo os feitos e conquistas do Homem mas menosprezo o desprezo e a inferioridade incutida na sociedade à mulher.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Boas Vindas

Tantas coisas que se passam no nosso dia a dia que resumimos em etc. O nosso dia é repleto de enumerações, virgulas, pontos de exclamações, interrogações, afirmações, negações, etc. Ups não resisti. Esta será uma página temática, mas pessoal. Vou expor os meus temas, as minhas experiências, e espero que se divirtam, pelo menos eu irei!
Um bem haja a todos!