terça-feira, 22 de setembro de 2015

"Coisas doces"

Gosto de tanta coisa, mas que venham os doces!
Proporcionam-me fragmentos de alegria genuína. Na alegria ou na tristeza eles estão sempre lá para me mimar o paladar.  São sabores intensos que não devem passar de simples provas. Pequenas porções que satisfazem a cada pedaço que trincas.
São pequenos pedaços sem relevância aos que estão habituados a comer. Mas para aqueles como eu, que não exageram no prato para se deliciarem com a sobremesa, o doce é o prato esperado. Da mesma forma como um cavalheiro se despede do outro cavalheiro e só por último da "madame" para lhe poder reter mais atenção,  não de forma extrema, mas subtil. O mesmo se aplica ao sabor mágico em pequenas doses que tempos a tempos me mima. Quem nunca matou o seu desconsolo num chocolate?  Quem nunca comeu um gelado para se refrescar do calor? Alguém procura o açúcar para temperar o seu café? Eu sim, culpada de todas e de muitas mais.  Não sou gulosa e ainda não me chegaram os diabetes,  sou qb (quanto basta)  a não ser que goste muito,  mas com tanto vício delicioso em algum a gente há de pecar.  Há quem prefira os salgados,  outros se rendem à rapidinha do picante, que nunca aguenta ninguém por muito tempo, mas todos são válidos e saborosos. Sabores, provas, misturas em pequenas doses, sabores que nos acompanham e satisfazem. E aqui está o pedido: vai ser um prato de massa com queijo, uma dose de doce, meia dose de salgado e uma pitada de picante. Bom apetite!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Precipitação

Há coisas assim...
Há dias em que não te sentes nem te importas. Chuvas torrenciais e tu a andar ao mesmo ritmo com a cabeça a ferver como um areal num dia quente de verão, e tu nem sentes o peso da roupa encharcada.
Há momentos em que uma tempestade se acende cá dentro, quando se é invadido e bombardeado por pensamentos que bloqueiam a sensibilidade dos sentidos. Há uma luta interior que ninguém percebe, mas que a todos atinge. 
E depois há a vida social e o teu papel nela. Todos representamos um papel sabes?! A tua personagem é seres perfeito, agora esforça-te e sorri!
Chega um dia em que te fartas...
Até o tempo já não é o que era. As estações estão malucas a disputar os dias, mas há um elemento presente em todas elas,esta menina que a poucos agrada é a chuva, que aparece de várias maneiras. Eu disse "que venha ela!!" quero ter certeza de que sou frígida ou surpreender-me por não ser. Ao estar-se preparado ela pode ser uma dádiva, e eu estava farta e disposta a tudo. Ela veio e houve qualquer coisa de divino quando me tocou. Eu senti-a! Ela toca-me e limpa cada pensamento.  Tão leve como um orvalho numa noite em que todos dormem, enquanto eu aprecio corro e me abrigo. Ainda consigo sentir...Arrisquei e sobrevivi a mim mesma para poder viver. 
Não te acomodes, não te satisfaças com o suficiente quando podes chegar ao limite. Farta-te do suficiente e exige o limite!! Só assim é que se percebe, que por vezes, sentir a chuva é exactamente aquilo o que se precisa. Uma vida sem sentir é um estado de coma. Desliguem as máquinas ou fartem-se e sobrevivam para viver.