quinta-feira, 10 de abril de 2014

Peça por peça...









Por mais curioso que pareça nem todas as peças do puzzle encaixam e num desenho complexo elas até nos iludem e encaixam, mas no fim há sempre uma ou mais peças que ficam por fora. Para montar um puzzle não podemos apenas dar uma vista de olhos pelo seu aspecto. Exige tempo, paciência e uma relação intima com cada peça, pois cada uma delas esconde traços que enganam os distraídos e abrandam os apressados. Pelo que vejo, um puzzle exige muito mais do que aparenta, portanto não se deixem iludir. Uns com peças pequenas e outros com peças maiores, com desenhos já formados que foram desmontados perdendo o seu sentido e que aquele que se aventura a montá-lo oferece o seu tempo para lhe retomar o sentido e a beleza. Somos como um puzzle! Constantemente desmontados, com algumas peças iludidas, mal montadas e com falta delas, sem sentido embora nunca esquecidos do resultado final. Sós nada conseguimos, terá que haver um curioso, um jogador, um aventureiro que faça a tentativa e nos tente montar. Por vezes mal montados, inacabados, montados, desmontados. Relevante será a relação de quem monta e desmonta, o desafio prende-se em descobrir, tentar, não desistir e concluir. Se este puzzle é demasiado complicado e não o consegues montar, desmonta-o por completo, não deixes o trabalho a meio, espalha as peças e não penses mais nele, pois é certo que existe sempre aquele que nunca conseguirás montar, mas que alguém um dia o irá fazer e lhe vai restituir o sentido e o brilho ligando as peças ao sítio certo , sendo que, o conquistou e o montou.

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