O Futebol conquistou o lugar de um dos maiores espectáculos desportivos do mundo. É um desporto que enche as bancadas do campo, onde há a partilha e a vontade de vencer, onde a união exerce um poder de apoio moral dos adeptos à sua equipa, em que cada grito de força cada assobio é responsável por mais uma corrida até à bola, por mais uma finta, por mais uma tentativa e por um resultado melhor. Os jogadores como guerreiros correm, defendem o seu território, intimidam, chocam, caem, invadem e conquistam sempre que fazem rolar a bola para dentro da baliza, pois nela estão representados todos os adeptos que por eles apelam, gritam e torcem. Desporto básico, mas que a poucos é indiferente e a grosso modo implica um bom trabalho de equipa, correr e marcar o máximo de golos possíveis num período de 90 minutos. Apesar da sua enorme transformação, desde chutar crânios de inimigos para celebrar a vitória, ainda se assiste a momentos de violência no futebol, o que nos nossos dias é inadmissível. Os grandes ídolos dos infantes e da juventude, que começa a tomar gosto pelo nobre desporto, ultrapassa a barreira entre a emoção e o objetivo e com atos violentos compromete toda a sua equipa e toda uma geração. O gosto amargo de um cartão vermelho é o que distingue futebol jogado com bolas e do jogado com crânios. História, culturas, etnias e línguas, todas as suas diferenças desaparecem em campo. Que diria Hitler ao ver Jerôme como um dos heróis da seleção Alemâ?! Existe apenas uma linguagem dentro do campo, as regras do jogo, perceptível a todos, igual para todos. Ponho-me a pensar em como seria o mundo se todas as guerras tivessem sido jogos de futebol, sem mortes, sem perdas, sem destruição. Por mais cruel que pareça, cheguei à conclusão que, tal como o cartão vermelho é essencial num jogo de futebol para restabelecer ordem, o mesmo se aplica ao mundo relativamente às guerras. Todas as revoluções, toda a paixão, toda a esperança, toda a tela repleta de sentimento, todos os heróis da história e toda a nossa cultura desaparecia. Perderíamos toda a herança cultural do mundo. Foi através da dor que houve a força e a evolução e o futebol é uma recriação de um campo de batalha, onde reconhecemos a história e vemos onde ela nos levou.

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