A dicotomia entre o moral e o imoral correto e incorreto não passam de uma ilusão, uma forma de controle de comportamentos que reprime a liberdade de pensamento a imaginação e a criatividade. Uma sociedade para funcionar necessita de regras e para tal, cada indivíduo deverá cumpri-las para uma necessidade de bem comum. Mas o individuo ,o SER Humano, na sua forma mais pura de ser, é completamente formado por sensações, sentimentos, desejos. Somos estímulos ambulantes camuflados no meio da sociedade. É imprescindível o bem individual para haver um melhor desempenho no bem comum. Todos queremos ser como Apolo, aquele ser perfeito, responsável e consciente dos seus atos. No entanto, é impossível calar o Dionísio que grita pela sua liberdade. É urgente despirmos qualquer preocupação moral e voltar às origens, voltar a encarnar o papel de Adão e Eva, mas não aceitar nem comer a maçã que nos conduziu a todos a esta prisão ética. Envoltos na pureza e livres para provar o sabor da entrega sem nenhum pingo de preconceito. Sim, um paraíso onde a melhor roupa é a tua pele onde existe apenas um nível, um estado, um chão. Amar livremente, amar simplesmente sem compromisso ou obrigação moral, e em toda esta liberdade a mentira e a traição não fariam sentido muito menos existiriam, porque o que é a traição o que é a mentira, num mundo puro? O sexo é uma necessidade para todo e qualquer criatura, inclusive o ser humano. É um prazer tão necessário como comer quando se tem fome. Aprendemos, desde crianças, a saciar o prazer e a necessidade, a partir da satisfação na amamentação para ingerir alimento e mais tarde deixamos de precisar de fraldas, pois aprendemos a controlar as fezes. Mas a moral marginalizou de tal forma o sexo que lhe retirou a dignidade e o fechou em tabus. Afinal o que é o sexo senão uma partilha intensa e profunda de amor? E o que é o amor senão a felicidade? E o que é um orgasmo senão o limite? A ética é frígida e é imoral julgar sem conhecer.

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