segunda-feira, 24 de março de 2014
Incógnita permanente
Andam sempre na boca em qualquer café em qualquer esquina em qualquer confusão. Formam uniões e acompanham serões com conversas apimentadas confidências gargalhadas . São motivo de euforia e de drama: Homens...sejam eles altos, baixos, magros, gordos, brancos, amarelos, pretos ou arco íris todos eles conseguem quebrar a regra que estabelecemos de não nos deixarmos apaixonar. Parecem alérgicos a compromissos evitando o uso do "para sempre". Com frases aprendidas, muito perfumados e encantadores sempre disponíveis para uma boa festa. Não escondem as expressões que denunciam aquele elogio exagerado pela tentativa de sedução, o apetite por um momento, mas quem se apaixona ignora os sinais e escolhe o que quer ver. Tem a vida facilitada e os seus comportamentos desculpados simplesmente por terem nascido com o órgão masculino e isso lhes dará o direito de brincar usar e descartar?! Fazem-se indispensáveis e como qualquer político em época campanha ilude com promessas conseguindo com a mais fácil perícia a atenção e o inevitável voto. Os primeiros dias são uma festa, entretanto quando é chegada a hora da promessa cumprida chovem desculpas até que esquecemos de como era a cor do sol e a que sabia tal promessa.
Não compreendo a necessidade de superioridade do sexo masculino. O quão lhes custa admitir um "não". Sempre um "não posso" a substituir o "não quero" criam ilusões e arranjam sempre forma de se livrar da culpa. Admito que são as melhores companhias em festas e que pouco ou nada ouvimos os seus dramas, que apesar de os esconderem eu acredito que os têm. São profissionais no que toca a esconder tendem a mostrar apenas o seu lado bom e festivo ao contrário do sexo feminino que não deixa de contar os seus dramas. Homem que é homem foi ensinado a não demonstrar medo, a não hesitar, a não chorar quando caí, a não demonstrar sentimento, a ter sempre os melhores brinquedos a correr mais que as raparigas a brincar com bolas e carrinhos e deixar as bonecas e os corações para as meninas. Serão os culpados pelos valores que lhes foram incutidos?! Fácil não refutar e manter as regalias. Soberania certa dos senhores e subordinação mais que certa das senhoras. Por mais que esta ideia seja rejeitada ela persiste na realidade. Homem que é homem não se limita a frases bonitas, homem que é homem aprende com suas quedas, homem que é homem tem objectivos não é soberano e respeita. Homem que é homem fecha os olhos para ouvir o bater do seu próprio coração e confessa à lua o seu amor liberta a sua alma. Não há garantias apenas experiências, opiniões partilhadas e factos guardados. Críticas são abundantes, mas deixo esta minha que sem razão contém um elogio disfarçado. Um viva aos homens e às mulheres que os ensinam!
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