sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Perder-te sem aviso...

Retiraram-me o fôlego e mesmo assim continuei a respirar. Consegues imaginar a agonia? 
A minha cabeça bombardeada com ideias de que isto não estava a acontecer, era um pesadelo, era mau demais para acontecer. A minha alegria morreu, não sinto nada, tudo deixou de fazer sentido...
A ideia de não voltar a vê-la, não voltar a ouvi-la e mesmo assim senti-la tão presente em mim. Revoltei-me, sim, de uma forma que nem sei explicar. Quero um abraço verdadeiro, um aperto de mão, um toque, não daqueles que andam a dar-me as condolências, mas dela que foi e não volta, dela que não volta a chamar por mim... Vivo dia após dia e, apesar dela não cá estar, ela está em tudo, vive no meu pensamento e não consigo desligar a lembrança dela e a crua realidade de não a ter. Lágrimas correm e eu nem sinto, até que elas param de correr, mas a tristeza permanece no meu coração. Sou uma pessoa forte, carrego a responsabilidade de colocar um sorriso nos lábios de minha mãe e em todos os que sofrem tanto quanto eu. Tenho a certeza de que foi amor, de que continua a ser amor e custa-me aceitar que aquele anjo que cuidou de mim desde pequena já cá não está... Sinto-me sem força, também sou humana e cheia de sentimento que agora me destrói. Quero ela de volta, quero sentir tudo de novo, quero poder dizer tudo o que eu não disse e ficou por dizer, mas nem todas as palavras, nem todos os beijos e abraços se comparam ao amor que eu sinto cá dentro e queria por para fora. Quero que ela saiba que eu a amei e sempre vou amar. Aprendi tanto com ela, mas não houve tempo para aprender como mostrar amor da maneira como ela me mostrava, sem palavras, sem cartas, mas com atitudes, com os seus gestos, com o seu olhar... Tudo nela era amor... Só espero que ela sinta que foi amada tal como eu senti o seu amor. 

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