sábado, 18 de janeiro de 2014

Desencanto



Amor não é sinónimo de felicidade como a maioria das pessoas idealiza, é um sentimento de extremos que rapidamente se transforma em pesadelo. Amor é um estado de alma que pode não ser partilhado nem correspondido o amor é individual. Um amor entre casal atinge extremos, a necessidade de proteger o outro e de o deixar a salvo do mundo é o indício do egoísmo e de um certo egocentrismo por uma das partes. Realmente, quem ama é egocêntrico! Isto porque há um desejo de se ser indispensável na vida do outro, criando situações de dependência um pelo outro para reforçar os laços de vínculo entre duas pessoas. A criação de rotinas é uma consequência do controle e uma forma de admitir, ou não, certas situações e comportamentos não deixando lugar para o imprevisto. A partilha de tudo entre o casal faz diminuir o seu espaço como indivíduo levando, muitas vezes, ao despedimento de diversos indivíduos no seu quotidiano, mantendo apenas um foco na sua "cara metade" pois este passou a substituir todo o seu mundo, o restante torna-se dispensável e um passado nunca terá lugar no presente. Nós como seres humanos temos a dádiva de uma vida e numa relação com alguém escolhemos metade de uma vida abdicando da sua para viver a de ambos, e esta nunca será a mesma. Uma vida partilhada é viver pela metade, é aceitar mais desvantagens do que benefícios é nunca estar completamente satisfeito e mesmo assim esboçar um sorriso. Amar é sofrer e ser feliz com isso! 


1 comentário:

  1. Mais vale amar e sofrer, do que nunca amar e nunca sofrer, porque sentir na pele e na alma a dor, o prazer, o amor é viver...

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